Idioma / Language

Xadrez ganha espaço nas salas de aula

Jogo Conquista alunos e se torna importante instrumento pedagógico em escolas de Belo Horizonte”

 Instrumento pedagógico importante, o ensino de xadrez foi incluído na grade curricular por alguns colégios localizados na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O Instituto Marrian – antigo Colégio Magnus –, adotou esse jogo há seis anos, como disciplina do seu currículo, com resultados positivos, de acordo com Domício Júnior, o primeiro professor a lecionar xadrez.

O desenvolvimento do raciocínio com o xadrez já é comprovado cientificamente. Maior capacidade de memorização, de definir o certo e o errado e melhor coordenação motora são benefícios que o jogo pode proporcionar”, revela. Ele lembra que a Organização das Nações Unidas para a Educação, a ciências e a Cultura (Unesco) aconselha a utilização desse jogo, capaz de desenvolver o raciocínio de modo a ajudar os alunos a melhorar o desempenho estudantil.

O professor explica que cada turma tem 20 alunos, em média, e que todos são muito “interessados e aplicados com a disciplina”. Apesar de ser uma aula obrigatória, com lista de freqüência, ele esclarece que os estudantes se dediquem muito ás aulas e os resultados escolares já são visíveis. “Os alunos que praticam xadrez tem uma melhoria na nota em matéria de Exatas de 15% a 30% em relação àqueles que não jogam”, avalia.

Atual campeão da Região Sudeste e estudante do Instituto Marrian, Lucas Lêus, 11 anos, diz que o xadrez o ajudou muito em matemática. Ele conta que começou a jogar aos 6 anos e hoje pratica duas horas por dia na internet. Segundo o estudante, o professor vai ter que treinar mais para ganhar dele. “Já ganhei várias vezes do Domício”, brinca.

A professora de Biologia e Inglês Andréa Brito Molina conta que há quatro anos resolveu dedicar-se exclusivamente ao xadrez. Atualmente, ela leciona a disciplina em nove escolas de Belo Horizonte. Andréa explica que, assim como as outras disciplinas, o que o xadrez mais exige é o interesse do aluno, não se restringindo em idades”. Leciono xadrez para o ensino fundamental, médio e pré – escolar, para crianças a partir de 4 anos”, comenta.

Andrea diz que dedica, uma vez por semana, 50 minutos a cada colégio. Ela explica que não costuma deixar seus alunos jogarem na sala de aula exatamente para conciliar tempo entre teoria e prática. “Temos aulas práticas para que fora de sala exercitam o que aprenderam”, ressalta.

Os pais dos estudantes que jogam xadrez têm relatado melhora dos filhos na escrita, nas notas, no comportamento. Um exemplo disso é Arthur Chiari, 9 anos, campeão brasileiro escolar e estudante do Colégio Magnum. “Na escola a gente nota uma evolução grande na área de exatas e eu acredito que seja por causa do xadrez”, afirma a mãe do garoto, Cristina Gontijo.

Andrea, porém considera que falta, no Brasil, um estudo mais aprofundado sobre os benefícios do xadrez como recurso pedagógico nas escolas. “Já conversei com diretoras de algumas escolas para que, no próximo ano, possamos fazer uma comparação de notas dos alunos que já estudam xadrez há três anos”.

Domício se utiliza de recursos como o “xadrez gigante”, que segundo ele, chama a atenção dos alunos devido ao tamanho das peças, que têm cerca de 1 metro de altura.

 
Recanto do Xadrez - Colégio Magnus

 

 
Holp - Digital Labs © 2010 - Todos os Direitos Reservados