XADREZ: | Duplas mineira e baiana surpreendem no aberto do Brasil e põem em alerta os seus adversários.
| Jovens enxadristas dividem as atenções do torneio Aberto do Brasil de Xadrez com os mestres internacionais. Enquanto os MI's fazem sua parte, vencendo seus jogos na competição iniciada quinta-feira, as duplas baiana (Thiago Arcanjo e Douglas Silva, de 12 e 14 anos) e mineira (Caíque Reda e Arthur Chiari, ambos de 9 anos), vão se candidatando à sensação do aberto. Principalmente Arthur, vencedor de seus dois primeiros jogos. No de ontem pela manhã, o mineirinho batalhou 4 horas para vencer o pernambucano Eduardo Coutinho, de 47 anos. Ex-prefeito da cidade de Água Preta, Coutinho admitiu o talento do garoto antes mesmo de reconhecer a derrota no jogo. “É muito forte e bom jogador”, observou, enquanto o menino pensava os lances. O conterrâneo de Arthur, Caíque Reda, perdeu o segundo jogo, mas empatou com o mestre FIDE (sigla da Federação Internacional de Xadrez) Marco Asfora na estréia. Uma das diferenças entre ambos é que Asfora tem 51 anos e longos anos de experiência, enquanto o garoto joga há apenas 3 anos. “Sou campeão mineiro de 2005 e 2006, sub-10 e campeão brasileiro da modalidade pensado sub-10”, apresentou-se Caíque. Mas na abertura da rodada de ontem pela manhã ele cruzou justamente com o sergipano radicado na Bahia, Thiago Arcanjo, e sofre a primeira derrota. Após 2h05m de jogo muito disputado, o xeque-mate só saiu quando Caíque tinha apenas o rei e dois peões. Thiago terminou com o rei, dois peões, um bispo e um cavalo. BAIANOS – As atenções se voltaram também para Douglas Silva, que a exemplo de Thiago foi revelado pelas escolas públicas de Salvador. “Esse menino tem futuro. Aos 14 anos já é campeão do JEBS (Jogos Estudantis Brasileiros)”, destacou o árbitro geral do torneio, Egas Campos. Douglas perdeu na estréia para o MI sérvio Dragan Stamenkovic, quando estava com o jogo a seu favor. “Ele podia ter ganhado, mas faltou experiência”, defendeu Campos. MESTRES – Para Stamenkovic, de 20 anos, o nível dos jogadores baianos cresceu. A análise tem por base duas simultâneas de que participou em Salvador. A primeira contra 25 jogadores, em 2003, quando venceu 23 e empatou três. Na ultima, viu evolução. “Ganhei de 22, empatei duas e pedi uma”, lembrou o sérvio, que passeia no Brasil e aproveitou para competir. Enquanto esperava o adversário Herman Barata pensar a resposta de sua jogada, o mestre internacional Krikor Mekhitarian, de 20 anos, aproveitava para levantar da cadeira e circular pelo salão. Numa delas, foi conferir a vitória do grande mestre internacional, Alexander Fier, sobre o pernambucano Valésio Filho. “Com ele é sempre complicado. A gente treina muito”, comentou, prevendo um confronto entre ele e Fier.
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